Projeto Aldeia Kamayurá Ipawú

  1. Reuniões com a comunidade e especialistas na área de Turismo para que possa ser planejado um roteiro turístico dentro da aldeia, das casas e/ou no entorno, como por exemplo, acompanhar atividades agrícolas tradicionais, pesca, rituais. Além de questões práticas relacionadas a hospedagem (Ex.: dormir em barracas, centro de turistas ou dentro das Okas – casas?; banheiros; acesso à internet etc.);

  2. Articular e divulgar sobre esse (futuro) projeto com a Secretaria de Turismo do Estado de Mato Grosso e o Ministério do Turismo de modo a realizar parcerias, convênios e nos auxiliar a estruturar melhor o potencial dessa forma de turismo;

  3. Realizar contatos para parcerias com grandes empresas de turismo, na possibilidade de serem criados produtos turísticos (Ex.: pacotes de viagem etc.), que atendam público específico interessado em conhecer a aldeia;

  4. Articular com a imprensa em geral, sobretudo redes de TV abertas e com programas sobre viagens em canais de TV fechadas (paga) realizando cobertura de rituais e, se possível, de turistas conhecendo nosso modo de vida e cultura para divulgar;

  5. Criação de um website, em diversos idiomas, com integração direta ao Whatsapp, para que seja divulgado o ecoturismo na aldeia e também para que seja dada resposta rápida aos possíveis interessados pelo whatsapp.

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Minha história

Meu nome é Takuman Kamayurá e eu nasci na Aldeia Ipawu , localizada na Terra Indígena do Xingu (Brasil Central – MT). Tenho 32 anos e moro na Aldeia Ipawu. Sou indígena da etnia conhecida como Kamayurá, autodenominada deApyap ou Apyap “verdadeiro” (Kam. Apyawa  Povo originário que constitui o principal núcleo formativo dos Kamayurá atuais, habitantes da Terra Indígena do Xingu. Sou marido de Kauni e Kutsmi Samanta, pai de Kaóryve, Tuyla e Kawany.

 

Atualmente venho aprendendo para ser liderança jovem. Também sou reconhecido como lutador de Joetik (Huka-Huka), representante do meu povo. Passei por todos os processos culturais tradicionais que um lutador deve passar, desde criança.

 

Minha comunidade tem varias tradições como mitos, músicas, danças, rituais (Kwaryp, Jawari, Tawarawanã etc.), confecção de artefatos e artesanatos tradicionais, miçangas, Nossa tradição vem sendo preservada pela história Oral, pela educação escolar e pelo comprometimento de todos em manter sempre vivos os conhecimentos das narrativas antigas (mitos) e os rituais.

 

Meu povo, Kamayurás de Ipawú, foi o primeiro a trabalhar com turismo na TIX. O problema é que, nesses casos, os recursos não foram tão bem aproveitados. Agora, desejo que o ecoturismo seja potencializado, e que os recursos captados sejam convertidos na compra de um caminhão ou caminhonete, que poderá ajudar no transporte de pessoas até a cidade para tratamento médico, estudos, dentre outros, por exemplo. Além disso, com os recursos adquiridos do ecoturismo pode ser criado um fundo de emergência, que poderá nos ajudar em casos extremos, como foi no auge da COVID-19, que ficamos dependentes de doações para reagir ao problema

Busco potencializar o Ecoturismo, também conhecido como Turismo Ecológico, como alternativa socioeconômica sustentável, permitindo manter a floresta em pé. Parece ser boa estratégia para trazer recursos à comunidade enquanto se preserva o meio ambiente. Essa é a principal meta, que espero que possa ser convertida, junto com os objetivos descritos mais adiante, para que sejam transformados em um Projeto e que este possa trazer benefícios REAIS para minha comunidade.