Projeto Agro-florestamento
Ikolen

Existe muito capim e mato ao redor da Aldeia Ikolen, o que danifica o solo e prejudica a natureza. Diante de tal problema, o projeto para visa o agroflorestamento da região para a venda de alimentos orgânicos. Portanto, o projeto visa trazer de volta a harmonia entre aldeia e floresta de forma que traga renda para a comunidade por meio dos frutos que possam ser vendidos.

Este projeto está voltado para melhorar a renda e a qualidade de vida das pessoas da minha comunidade indígena Ikolen. O nosso público alvo seriam as pessoas que tem interesse e que querem comprar alimentos de boa qualidade e orgânicos. A meta é adquirir mudas de açaí, cacau, pupunha, castanheiras para darmos início ao plantio destas espécies.

Estamos em busca de parceria e recursos para realizar esse projeto.

Minha história

Meu nome é Milton Ting Teroi Arara e nasci numa aldeia chamada Maloca Grande e Tenho 34 anos. Atualmente moro numa aldeia chamada Ikolen. Sou estudante de Pedagogia e estou no 9° período. Estar na faculdade é um dos sonhos que alcancei com muito esforço meu e apoio dos meus familiares. Não possuo trabalho formal mas trabalho na agricultura familiar junto com minha família e trabalho na colheita de castanha do Brasil. Meu sonho é terminar minha graduação e fazer mestrado e doutorado, para que eu possa ajudar meu povo. 

 

Minha comunidade é do povo Gavião/Ikolen e está localizada na terra indígena Igarapé Lourdes, município de Ji-Paraná, Estado de Rondônia. As tradições do meu povo são a caça, o cardápio de alimentos tradicionais, músicas, língua, danças, mitos, histórias, crenças e confecção de artes. Para preservar nossas tradições, conversamos em nossa língua, ensinamos nossas músicas e danças aos jovens e contamos mitos e histórias. Está ficando difícil conservar nossa cultura, já que temos enfrentado problemas na venda de nossos produtos tradicionais. Trabalhamos muito, mas temos dificuldade na venda de nossos produtos agrícolas. O mesmo acontece com as artesãs, que produzem muitos artesanatos, mas não há venda. 

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Outro problema que nos tem afetado é o casamento entre homens não indígenas com meninas indígenas com o único propósito de apropriação de terras indígenas para desmatar as florestas, extrair a madeira e implantar pasto para o gado. O responsável por resolver esses problemas seriam nós e os líderes indígenas, mas ninguém se importa com o que acontece. A maioria é omissa por entender que não tem nada a ver com o assunto, mas todos acabam sendo afetados por esse problema. 

 

Quando um indígena começa a tirar madeira com o homem branco, toda a aldeia sofre com isso. A mata fica cerrada, cheia de cipó e trepadeiras, e os animais fogem das proximidades da aldeia. Por causa da retirada da madeira, perdemos acesso a carne da caça e temos que recorrer a alternativas e comprar carnes da cidade como frango, carne suína e carne bovina.